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11.11.06 - VW PolO
Club faz test-drive do Polo GTI na fábrica da VW em
São Paulo
Por: Arthur Berger - Ex-Administrador
do Clube
Estivemos com o pessoal do Departamento de Promoção,
Merchandising e Eventos da VWB em Novembro/2006, numa reunião
agendada desde o lançamento do Novo PolO, para tentarmos
viabilizar algumas ações conjuntas entre a Fábrica
e O Club, no sentido de apresentar o novo Produto aos membros
da Casa.
Bem, acabamos nos deparando lá no Departamento de
Promoção com aquela unidade do Polo GTI que
esteve exibida no Stand da VWB no Salão do Automóvel
2006, estacionado no pátio bem perto do EOS nas vagas
próximas onde estacionei meu PolO, que hoje voltou
reluzente ao berço em que nasceu, tendo percorrido
toda a Fábrica até estacionar próximo
destas jóias.
Ao final da reunião, pedi ao Luiz Antonio Buozzi (Promoção,
Merchandising e Eventos) se poderíamos fazer uma ou
duas fotos do GTI, apesar das dificuldades impostas pelo pessoal
da segurança interna, que impede até a entrada
portando celulares equipados com câmera.
Ele não só autorizou, como nos acompanhou até
o estacionamento, onde lá estavam alguns jornalistas
e o Gerente de Marketing, exibindo o EOS a alguns convidados.
Bem, olha daqui, olha de lá, eis que ouço um
convite do Buozzi para entrar no GTI.
Entro e empunho minha "poderosa" Polaroid, coitada,
que havia levado pra lá sabendo que o celular estaria
fora de combate. Faço uma ou duas fotos chinfrins.
Ouço outro convite dele: "Ligue o motor e ouça
o ronco!"
Viro serenamente a chave canivete que estava inserida no
contato e, desfaleço com aquele ronronar dos 150 cavalos
trotando lá na frente, à espera de um comando
para galoparem. Acordo com outra pergunta: Buozzi questionando
ao colega Antonio Marcos Paulucci (Marketing de Produto),
que lá estava cuidando dos dois brinquedos, se eu podia
experimentar a jóia! A resposta dele? "Claro!
Por que não?!"
Jamais imaginei que conseguiria fechar a porta, esperar Felipe
Langoni - Co-Administrador do Clube entrar ao lado do passageiro,
deixando antes o Paulucci sentar no banco traseiro e sair
de lá em um tempo que faria inveja a muitos corredores
de Le Mans.
Daí pra frente, só lembro de alguns "flashes"
(não de radares, Graças a Deus) e sensações
inebriantes, que descrevo a seguir:
Lembro de um PolO muito parecido com meu carro, cujas reações
são mais que conhecidas e familiares.
Um Polo mais "durinho", resultado de uma suspensão
mais baixa e rígida que a nacional, copiando bem o
asfalto com os pneus 205/45-16 de forma muito similar ao meu
conjunto 16' recém instalado e com uma condução
muito fácil, graças ao ESP que não permitiu
nem sequer chegar perto de alguma brincadeira.
Claro que dentro da Fábrica a limitação
de velocidade era enorme, mas incentivado pelos comentários
do Paulucci sentado atrás, ia atendendo ao seus conselhos:
"acelera aqui e sente a resposta do motor!"
Rapaz... acabaram aí as semelhanças com o que
já conheço!
Dirijo um 1.6 e já andei com um 2.0. Pensava, antes:
2.0 pra 1.6, não sinto assim tanta diferença...
se o 2.0 tem 116CV, acho que os 150CV do GTI não devem
falar assim tão alto...
Ledo engano! O que realmente faz aquela cavalaria acordar
e galopar, colando as costas no banco, é aquela turbina
que entrega todo o torque aos 1.800rpm e te faz exclamar,
entre a passagem da 2ª para 3ª marchas: "Uau!!!"
O coice é tão estúpido que ao encher
o motor nesta passagem, já era hora de tirar o pé,
pois havia acabado o trecho em que era possível experimentar
e já chegava outro ponto de andar bem devagar.
O melhor de tudo? Aquele ronco, com um som suave de turbina
enchendo a cada acelerada mais a fundo, com os giros subindo
tão fácil, que seria difícil depois voltar
ao 1.6, ainda mais pra pegar uma Anchieta até São
Paulo.
Enquanto experimentava aquela maravilha, ouvia os comentários
e questionamentos do Paulucci, que queria saber minhas impressões,
como seu eu pudesse achar algo de errado naquilo.
De repente, me lembro! Minha nossa, Langoni me mata se não
deixo ele sentir também o gostinho! Estaciono rapidamente
numa lateral da pista e troco de lugar com ele. Estávamos
perto já do ponto inicial, mas eis que novamente somos
surpreendidos por um convite do Paulucci, de virar "ali
à frente" e dar mais uma pequena voltinha, mais
curta mas que permitisse a Langoni desfrutar um pouco do carrinho.
Olho para ele e vejo um menino maravilhado e de olhos arregalados,
muito engraçado, coitado. Chego à conclusão
que ele deve ter pensado o mesmo a me ver enquanto dirigia...
quer saber? Foi é pouco!
Infelizmente, tudo que é bom acaba mais rápido
do que começa, então o que ficam são
as lembranças e algumas fotos para ajudar a recordar
e poder esperar a próxima vez em que nos encontraremos.
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